TERÇA FEIRA – 03/11
MANCHESTER UNITED 3 x 3 CSKA MOSCOW – GRUPO B

A expectativa pela classificação antecipada parecia ir por água abaixo, mas o Manchester United reagiu e, com dois gols no fim, empatou com o CSKA em Old Trafford, garantindo uma das vagas do Grupo E nas oitavas de final da Liga dos Campeões. O CSKA mostrou desde o minuto inicial que não viajou para se defender. Dzagoev, melhor em campo na primeira etapa, logo arriscou de fora da área, assustando Van der Sar. Fletcher respondeu na mesma moeda para os donos da casa aos 13. E, quando já ensaiava uma pressão, os Red Devils sofreram o primeiro gol. Aos 25, Dzagoev dominou passe de Necid com o peito, avançou, se livrou da marcação e chutou com rapidez, sem chances para o goleiro holandês. O ritmo de jogo aumentou e dois gols movimentaram o placar num intervalo de dois minutos. Aos 29, Valencia cruzou da direita, Nani descolou um passe improvável e Owen, em condição legal, tocou na saída de Akinfeev. Na sequência, aos 31, Krasic aproveitou outro belo passe de Necid, driblou Van der Sar e ainda girou antes de desempatar. O Manchester desceu para os vestiários sob ligeiras vaias da torcida.

Todas as instruções no intervalo pareciam não fazer sentido. Logo aos dois minutos, Vasily Berezutski, livre, após falta cobrada na grande área, ampliou o placar de peixinho. O pênalti não assinalado pelo juiz português Olegário Benquerença, aos 4, em Fletcher, foi o sinal para que Ferguson ao menos colocasse em campo os titulares que estavam no banco de reservas. Rooney, que virou pai nesta segunda-feira, e Evra entraram e melhoraram o time dos Red Devils, que passaram a pressionar em busca do empate. E ele saiu. Aos 39, Scholes subiu mais alto que os russos e diminuiu, de cabeça, aproveitando cobrança de falta de Gary Neville. Aos 47, num dos últimos suspiros, Valencia arriscou de fora da área, a bola desviou em Schennikov e morreu no fundo das redes. Houve tempo ainda para o CSKA ter Semberas expulso e desfalcar o time no importante confronto contra o Wolfsburg. O resultado coloca o Manchester com dez pontos, mas ainda podendo ser alcançado pelo Wolfsburg, que goleou o Besiktas, por 3 a 0, na Turquia, e chegou aos sete. Dois empates garantem o time alemão nas oitavas. Os turcos, do brasileiros Bobô e Rodrigo Tabata, somam um e dependem de um milagre para avançar de fase.
ATLÉTICO DE MADRI 2 x 2 CHELSEA – GRUPO D

Em um jogo emocionante no Vicente Calderón, o Chelsea garantiu a vaga antecipada para as oitavas de final da Liga dos Campeões ao empatar fora de casa com o Atlético de Madri. Jogando em casa e precisando da vitória para se manter vivo na Champions League, o Atlético de Madri arriscou primeiro. Logo aos três minutos, Forlán tentou de fora da área e a bola passou perto da trave direita de Cech. O Chelsea deu o troco com Drogba. O atacante dos Blues recebeu de Essien na entrada da área e bateu cruzado pela linha de fundo, assustando o goleiro Sergio Asenjo. O Atlético de Madri começou melhor no jogo, mas o Chelsea equilibrou o meio de campo. No lance mais perigoso para a equipe espanhola no primeiro tempo, Reyes chutou da entrada, Cech se esticou todo e fez grande defesa, espalmando de mão trocada para escanteio. Na sequência, Simão recebeu na esquerda, fez excelente jogada e mandou a bomba na entrada da área. A bola passou por cima do gol de Cech, com perigo. No contra-ataque rápido, o Chelsea deu a reposta. Ashley Cole avançou pela canhota e cruzou para a área. Kalou desviou de cabeça pela linha de fundo. No fim do primeiro tempo, os Blues pegaram a defesa espanhola aberta e a bola sobrou para Lampard, que bateu cruzado pela linha de fundo.

O segundo tempo começou quente e terminou ainda mais emocionante. O Chelsea buscava mais o ataque, enquanto o Atlético marcava forte no campo do adversário. Aos dois minutos, Cléber Santana aproveitou o escanteio cobrado pela direita e mandou de cabeça para fora. Aos quatro, foi a vez de o time inglês assustar a torcida espanhola. Drogba cobrou falta da entrada da área, a bola triscou no chão, Ansenjo se esticou e ainda espalmou antes de ela tocar na trave. Aos oito, o técnico Quique Flores colocou o Atlético no ataque: Agüero entrou no lugar de Pongolle, e, no primeiro ataque do jogador argentino, o camisa 10 invadiu a área, tentou passar pelo zagueiro Alex e caiu. O árbitro mandou seguir o lance. Agüero deu mais velocidade ao ataque do Atlético de Madri, e, aos 21 minutos, o jovem jogador abriu o placar para os donos da casa. Antônio López cruzou da esquerda, Terry desviou de cabeça e a bola sobrou para o camisa 10, que pegou de primeira na ‘cara’ da bola e mandou cruzado, pelo alto, sem defesa para Cech: 1 a 0. Depois do gol sofrido, o técnico Carlo Ancelotti, do Chelsea, tirou Joe Cole e colocou Deco.

Em vantagem no placar, o Atlético de Madri jogava mais no contra-ataque, mas os Blues eram mais perigosos. Sentindo que poderia empatar o jogo, a equipe inglesa se lançou ao ataque e conseguiu a igualdade aos 36. Malouda cruzou da esquerda, Drogba subiu no meio da zaga espanhola e mandou no canto esquerdo de Asenjo: 1 a 1. O time espanhol sentiu o gol, e o Chelsea aproveitou para virar o placar. Drogba recebeu na frente, passou por dois adversários e chutou. Asenjo defendeu na primeira, mas a bola caiu nos pés dele novamente, que mandou para o fundo das redes. A bola saiu no meio-campo e nem deu tempo para o Chelsea comemorar. Aos 44, Agüero empatou o jogo em uma cobrança de falta perfeita. Nos acréscimos, a equipe inglesa ainda teve a chance de desempatar em cobrança de falta, mas Ballack acertou a barreira. Com o resultado, o time inglês chega aos 10 pontos no Grupo D e elimina de quebra o adversário, que tem apenas dois pontos e mais duas partidas pela frente, podendo chegar apenas aos oito pontos. No outro jogo da chave, o Porto venceu o Apoel por 1 a 0 e ficou com a outra vaga, chegando aos nove.
QUARTA FEIRA – 04/11
ARSENAL x AZ ALKMAAR – GRUPO H

Embalado pela vitória por 3 a 0 sobre o Tottenham Hotspur, seu maior rival em Londres, no sábado, o Arsenal entrou em campo nesta quarta-feira pela e goleou o AZ Alkmaar, da Holanda. O Arsenal começou dominando o jogo. Com boas trocas de passes no meio de campo e lançamentos de Gallas para van Persie, os Gunners não davam espaços para o time holandês trabalhar. Arshavin também foi bem acionado na frente. A primeira oportunidade de marcar veio aos 10 minutos, quando o goleiro Romero agarrou uma bola recuada pela zaga. Mas os ingleses desperdiçaram a cobrança. Melhor posicionado em campo, o Arsenal chegou ao primeiro gol com Cesc Fabregas, aos 24 minutos. O espanhol recebeu passe do francês Gallas no bico da área, puxou para o meio tirando o marcador e bateu fraco, no canto, mas o goleiro Romero aceitou. O segundo gol saiu já no fim do primeiro tempo, aos 43 minutos. Arshavin serviu Nasri. O francês deu um drible desconcertante no zagueiro, avançou e bateu colocado, no cantinho, ampliando para os Gunners.
Mal começou a segunda etapa, o Arsenal chegou ao seu terceiro gol. Novamente Fabregas recebeu passe, dessa vez de Arshavin, e, livre de marcação, bateu no alto, forte, sem chances para Romero. O AZ ainda assustou com um canhão de longe. Almunia conseguiu tocar nela, espalmou e a bola tocou no travessão. O quarto gol saiu de uma jogada do brasileiro Eduardo da Silva. Ele tocou para Arshavin, que deu outro bom passe no jogo. A bola chegou em Diaby, que não perdoou e ampliou para o time da casa. O quinto ainda poderia ter saído, caso o juiz tivesse marcado pênalti no zagueiro Thomas Vermaelen. No contra-ataque rápido, o AZ chegou ao seu gol de honra. Jeremain Lens marcou, diminuindo para os visitantes, mas o jogo ficou nisso: 4 a 1. Os Gunners estão agora a um empate de garantir vaga nas oitavas de final da competição. Pelo outro jogo do Grupo H, o Olympiacos, comandado por Zico, perdeu para o Standard Liège por 2 a 0. Com os resultados, o time inglês chegou a dez pontos, quatro a mais que os gregos, em segundo, com seis. A equipe belga vem em terceiro, com quatro, enquanto o atual campeão holandês, agora eliminado, é o lanterna, com apenas dois pontos.
LYON x LIVERPOOL – GRUPO E

A partida desta quarta-feira no Estádio Gerland estava desenhada com contornos épicos para o Liverpool: muitos desfalques, entre eles o do capitão Gerrard, uma “pedreira” fora de casa e um golaço já no fim do jogo. Mas os Reds não resistiram à pressão do Lyon e sofreram um gol aos 46 minutos que pode custar caro ao técnico Rafa Benítez. Apesar de atuar longe do caldeirão de Anfield e sem Steven Gerrard, sua principal estrela, o Liverpool teve as duas melhores chances da primeira etapa. A primeira veio com Kuyt, aos 16 minutos, em jogada iniciada pelo próprio holandês. Ele recebeu dentro da área e abriu com Insua, que devolveu com um cruzamento. O atacante finalizou sem jeito e obrigou Lloris a fazer uma bela defesa. Aos 27, no entanto, o mérito do goleiro se transformou em demérito para o atacante Voronin, que, cara a cara, desperdiçou grande oportunidade chutando em cima de Lloris. O espanhol Fernando Torres, que entrou em campo longe das condições ideais, esteve bem marcado, principalmente pelo brasileiro Cris, mais ainda sim conseguiu ameaçar por pelo menos 2 oportunidades. O goleiro Reina trabalhou pouco, mas foi bem quando foi exigido num chute de Michel Bastos.

O Lyon ensaiou uma melhora na etapa final e ameaçava quase sempre pelo lado esquerdo do ataque. Cissokho, Éderson e Lisandro López aproveitaram a fragilidade defensiva dos Reds e quase abriram o placar. Mas, como no primeiro tempo, a “bola do jogo” ficou nos pés do Liverpool. E de Lucas. Aos 23 minutos, o volante pegou a sobra após uma “confusão” na área e chutou para defesa de Lloris. No rebote, Fernando Torres tentou uma meia-bicicleta, mas não teve sucesso. Se de perto não adiantava, restou aos Reds fator da imprevisibilidade. Aos 38 minutos, o holandês Ryan Babel (que entrou no lugar de Voronin e deu mais velocidade ao time) puxou para o meio e soltou a bomba. A bola morreu no ângulo direito de Lloris: um golaço que aliviava a situação do técnico Rafa Benítez. Quando a torcida visitante já ensaiava o grito “You’ll never walk alone”, no entanto, o Lyon arrancou o empate da classificação antecipada. Aos 46, Michel Bastos cabeceou para o meio da área, Lisandro López e Cris “brigaram” com a bola até que o argentino tocou por cima de Reina.

O empate por 1 a 1 foi ótimo para os franceses, que garantiram uma vaga antecipada nas oitavas de final, e péssimo para os ingleses, cada vez mais próximos da eliminação precoce. O resultado mantém o Lyon na liderança, com dez pontos, seguido de perto pela Fiorentina, que chegou aos nove com uma goleada por 5 a 2 no “saco de pancadas” e ainda zerado Debreceni, em casa. O Liverpool soma apenas quatro pontos e já não poderia alcançar os franceses, pois perde no critério “confronto direto”. No próximo dia 24, os Reds visitam o Debreceni, na Hungria, e precisam vencer a todo custo, além de torcer por um triunfo do Lyon sobre a Fiorentina, na Itália.
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